Há em todos os esportes, individuais ou coletivos, algum tipo de relacionamento. Geralmente, quando escrevo aqui, coloco algumas coisas que li. No entanto, desta vez, vai ser por uma experiência própria. Uma experiência carregada nos 25 de meus 30 anos de vida. Desde o cinco anos, pratico natação, me tornei atleta com 9 anos e com o tempo acabei migrando pro triathlon aos 25 anos. Desde lá, vejo a implicâncias de se treinar sozinho, com alguns colegas e com uma equipe. Sempre me perguntando qual de fato me trouxe melhor rendimento. Esse texto vai baseado no impulso, na experiência e uma mal fadada busca pela resposta perfeita pra essa questão.
Coloquei em pesquisa o seguinte assunto: "ganho performance treinamento individual grupo", encontrei muito sobre administração de negócios, sobre imobiliária, alguma coisa sobre psicologia organizacional... talvez, eu tenha que ir pesquisar mais mesmo. Por ora, aqui vai a minha pura experiência como atleta e treinador, "baseado em fatos reais".
Treinar sozinho
Ainda hoje, não sei verdadeiramente se gosto de treinar só ou se aprendi a treinar sozinho. É inegável o meu ganho na consistência dos treinos de corrida que comecei a fazer só. No entanto, na bicicleta e, principalmente, na natação sinto que poderia estar melhor se tivesse um companheiro do lado. O fato é que uma das vantagens de treinar sozinho é poder controlar o seu ritmo de acordo com a sua capacidade. A desvantagem reside no mesmo fator. Explico, - e com isso vem a experiência - quando o treino começa a ficar desgastante demais, você acaba dando uma aliviada ou até tirando um bom percentual do volume. Veja que diminuir a intensidade ou volume de determinado treino pode ter consequências futuras. Você já deve saber que, em alguns momentos, é preciso ter essa diminuição mesmo. Mas, se está planejado fazer os 8x 1km a 80-90% da força numa semana de corrida intensa, não dá pra ficar fazendo corpo mole... se você está num treino estruturado e programado pra esse tipo de treino, sim, é preciso sofrer um pouco. Sozinho, começamos a enfrentar alguns medos. E dependendo do seu perfil psicológico, você pode ou se conter ou ousar. É aí que você vai descobrir se é melhor treinar sozinho ou com um companheiro.
Treino com os colegas/amigos
Nesse caso, vejo algumas coisas acontecendo com os treinos entre amigos enquanto sou treinador. Muitas vezes, o objetivo desse treino está muito voltado pro social e menos pro físico. Dependendo do objetivo, pode ser uma boa ou pode ser uma cilada. Tenho visto muitos atletas sacrificando treinos voltados para eles em razão de ter que acompanhar alguém que ficou pra trás ou mesmo tentando buscar o que está à frente. Não gosto de nenhum dos dois casos. Mas, veja, claro que isso pode acontecer uma vez ou outra. O problema é quando começa a se tornar corriqueiro.
O problema de sacrificar um treino, dispondo a gentileza de esperar um companheiro que está mais lento - vou repetir aqui pra não me entenderem mal - pode ser muito bom uma vez ou outra, muito bom pelo convívio, pelo fortalecimento da amizade baseada em confiança e reciprocidade. De alguma forma, esse treino tem o seu valor. Uma questão até ética está em jogo. E agora quando se torna fato comum? Você está lá liso, leve e se sentindo em forma, mantendo uma dieta bem balanceada, pronto pra mais um treino e um companheiro está justamente o contrário: pesado, se sentindo uma droga e sem se alimentar direito. O que fazer? Veja como é uma questão complicada...
E quando há um esforço além da sua capacidade? Uma coisa é você superar limites, outra é você estraçalhar o seu limite. Correr, nadar ou pedalar acima de sua zona de treinamento pode trazer sérios riscos à sua saúde. E, pode acreditar, vão além do físico, como lesões irreversíveis (conheço atletas que forçaram demais num treino há anos e não recuperaram o movimento muscular completo, um sinal claro de uma fibrose muscular - e uma recuperação mal planejada). Pode trazer danos sociais como gerar conflitos com antigos amigos e pode trazer danos psicológicos também como baixa autoestima, ansiedade, estresse de uma forma geral.
Treino com equipe
Uma equipe de treino, de fato, ajuda muito na assiduidade e frequência do atleta aos treinos, incluindo aí desde o horário de treino até o tempo levado para praticar o treino. Geralmente, o treinador está logo ali do lado, monitorando, orientando. Os colegas de equipe estão na mesma sintonia, no mesmo treino...
Há grandes chances de você achar alguém com o nível de condicionamento semelhante ao seu. O que pode ser muito bom! No entanto, há casos em que parece que toda a equipe está na sua frente ou o oposto. O que fazer? O que fazer? Se igualar à eles? Tentar manter o mesmo nível, mesmo sabendo que poderia ser melhor? Aumentar mais a carga (intensidade) do treino para poder acompanhar? Tudo em nome da equipe?!
Num treino de equipe, por mais que seja para toda a equipe, a série está voltada de acordo com a sua capacidade. Mas, às vezes, o mais difícil é sustentar o seu ritmo quando a equipe toda parece estar em outro planeta! A questão aí não é nem física mais também (...)
Coloquei em pesquisa o seguinte assunto: "ganho performance treinamento individual grupo", encontrei muito sobre administração de negócios, sobre imobiliária, alguma coisa sobre psicologia organizacional... talvez, eu tenha que ir pesquisar mais mesmo. Por ora, aqui vai a minha pura experiência como atleta e treinador, "baseado em fatos reais".
Treinar sozinho
Ainda hoje, não sei verdadeiramente se gosto de treinar só ou se aprendi a treinar sozinho. É inegável o meu ganho na consistência dos treinos de corrida que comecei a fazer só. No entanto, na bicicleta e, principalmente, na natação sinto que poderia estar melhor se tivesse um companheiro do lado. O fato é que uma das vantagens de treinar sozinho é poder controlar o seu ritmo de acordo com a sua capacidade. A desvantagem reside no mesmo fator. Explico, - e com isso vem a experiência - quando o treino começa a ficar desgastante demais, você acaba dando uma aliviada ou até tirando um bom percentual do volume. Veja que diminuir a intensidade ou volume de determinado treino pode ter consequências futuras. Você já deve saber que, em alguns momentos, é preciso ter essa diminuição mesmo. Mas, se está planejado fazer os 8x 1km a 80-90% da força numa semana de corrida intensa, não dá pra ficar fazendo corpo mole... se você está num treino estruturado e programado pra esse tipo de treino, sim, é preciso sofrer um pouco. Sozinho, começamos a enfrentar alguns medos. E dependendo do seu perfil psicológico, você pode ou se conter ou ousar. É aí que você vai descobrir se é melhor treinar sozinho ou com um companheiro.
Treino com os colegas/amigos
Nesse caso, vejo algumas coisas acontecendo com os treinos entre amigos enquanto sou treinador. Muitas vezes, o objetivo desse treino está muito voltado pro social e menos pro físico. Dependendo do objetivo, pode ser uma boa ou pode ser uma cilada. Tenho visto muitos atletas sacrificando treinos voltados para eles em razão de ter que acompanhar alguém que ficou pra trás ou mesmo tentando buscar o que está à frente. Não gosto de nenhum dos dois casos. Mas, veja, claro que isso pode acontecer uma vez ou outra. O problema é quando começa a se tornar corriqueiro.
O problema de sacrificar um treino, dispondo a gentileza de esperar um companheiro que está mais lento - vou repetir aqui pra não me entenderem mal - pode ser muito bom uma vez ou outra, muito bom pelo convívio, pelo fortalecimento da amizade baseada em confiança e reciprocidade. De alguma forma, esse treino tem o seu valor. Uma questão até ética está em jogo. E agora quando se torna fato comum? Você está lá liso, leve e se sentindo em forma, mantendo uma dieta bem balanceada, pronto pra mais um treino e um companheiro está justamente o contrário: pesado, se sentindo uma droga e sem se alimentar direito. O que fazer? Veja como é uma questão complicada...
E quando há um esforço além da sua capacidade? Uma coisa é você superar limites, outra é você estraçalhar o seu limite. Correr, nadar ou pedalar acima de sua zona de treinamento pode trazer sérios riscos à sua saúde. E, pode acreditar, vão além do físico, como lesões irreversíveis (conheço atletas que forçaram demais num treino há anos e não recuperaram o movimento muscular completo, um sinal claro de uma fibrose muscular - e uma recuperação mal planejada). Pode trazer danos sociais como gerar conflitos com antigos amigos e pode trazer danos psicológicos também como baixa autoestima, ansiedade, estresse de uma forma geral.
Treino com equipe
Uma equipe de treino, de fato, ajuda muito na assiduidade e frequência do atleta aos treinos, incluindo aí desde o horário de treino até o tempo levado para praticar o treino. Geralmente, o treinador está logo ali do lado, monitorando, orientando. Os colegas de equipe estão na mesma sintonia, no mesmo treino...
Há grandes chances de você achar alguém com o nível de condicionamento semelhante ao seu. O que pode ser muito bom! No entanto, há casos em que parece que toda a equipe está na sua frente ou o oposto. O que fazer? O que fazer? Se igualar à eles? Tentar manter o mesmo nível, mesmo sabendo que poderia ser melhor? Aumentar mais a carga (intensidade) do treino para poder acompanhar? Tudo em nome da equipe?!
Num treino de equipe, por mais que seja para toda a equipe, a série está voltada de acordo com a sua capacidade. Mas, às vezes, o mais difícil é sustentar o seu ritmo quando a equipe toda parece estar em outro planeta! A questão aí não é nem física mais também (...)

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