Obesidade e Exercícios I

Por conta do tamanho que ia ficar numa postagem só, resolvi dividir a postagem desta semana em três partes:
Na primeira parte, transcrevo um resumo de capítulo sobre a obesidade que vi no livro Nutrição, Exercício e Saúde (Frank I. Katch e William D. McArdle, 1996).
A segunda parte, me atenho ao exercício na prevenção e no tratamento da obesidade.
Na terceira parte, coloquei algumas pesquisas feitas em Fortaleza que relacionasse exercícios e obesidade e fiz um resumão.
Hoje, posto a primeira parte.

E também prometo que o layout deste blog será melhorado, assim como a ilustração das postagens. 

Foto retirada do site Vitrine News

Obesidade, o que é e as suas implicações
A obesidade é um distúrbio complexo relacionado com numerosos fatores que desequilibram o balanço energético  na direção do ganho de peso. Contudo, tem-se tornado cada vez mais claro que a redução do nível de gasto calórico através da inatividade física contribui bastante para esse quadro.
Numerosos riscos para a saúde para a saúde são associados a níveis surpreendentemente baixos de excesso de gordura corporal, entre os quais, aumento do risco de hipertensão, doença arterial coronariana, diabetes, doença renal, lipídios séricos anormais, doença da vesícula biliar, doença pulmonar e várias formas de câncer.
A obesidade é usualmente definida em termos de quantidades excessivas da gordura coporal total. Provavelmente, não há razões biológicas para que homens e mulheres engordem enquanto envelhecem. Por isso, os padrões de excesso de gordura em homens e mulheres adultos devem ser estabelecidos também nos adultos jovens, como se segue: acima de 20% de gordura corporal para homens e de 30% para mulheres.
A posiçã do tecido adiposo também deve ser levada em consideração; a gordura distribuída na região abdominal (obesidade androide) apresenta grande risco para a saúde, quando comparada à gordura depositada nas coxas e no quadril (obesidade ginoide).
Uma outra classificação para a obesidade é baseada no tamanho e no número de células adiposas. Antes da fase adulta, a gordura corporal aumenta de duas maneiras: pelo aumento individual das células adiposas - hipertrofia da célula -, ou pelo aumento do número total de células adiposas - hiperplasia da célula. As células adiposas provavelmente alcançam um limite biológico máximo nos seus tamanhos e, portanto, o número de células torna-se um fator determinante da extensão da obesidade.
O número de células adiposas torna-se estável, em algum momento, antes da fase adulta; qualquer ganho ou perda de peso, por isso, está usualmente relacionado a uma mudança individual do tamanho das células. Em casos extremos, o número de células adiposas pode vir a aumentar em adultos, uma vez o limite hipertrófico do tamanho celular já tenha sido alcançado.
O aumento do número de células adiposas parece envolver três períodos críticos: o último trimestre da gravidez, o primeiro ano de vida e o surto de crescimento puberal que precede a maturidade.
A redução seletiva de gordura em locais específicos (gordura localizada), através de exercícios localizados, não funciona.



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